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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Capitão da Areia




Capitão da Areia - Letra


À noite há fadas pelo céu
Gigantes como eu
Cuidado há sombras na janela
Peter Pan dança na estrela
Não acordes na viagem
E conta-me uma história
De tesouros e Luar
És Capitão da Areia
E Pirata de alto mar
Agora as cortinas têm rostos
São fantasmas bem dispostos
Cuidado
O Super-Homem está a caminho
Traz o panda e o soldadinho
Fecha os olhos e verás
Conta-me uma história
De tesouros e Luar
És Capitão da Areia
E Pirata de alto mar
Às vezes
Há dragões que têm medo
E é esse o seu segredo
Cuidado
Vivem debaixo da cama
Brincam com o Homem-Aranha
Vais levá-los no teu sono
E conta-me uma história
De tesouros e Luar
És Capitão da Areia
E Pirata de alto mar
Conta-me uma história
Onde eu entre devagar
És Capitão da Areia
Diz-me onde me vais levar

Pedro Abrunhosa



quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Um Magico No Peito




Um Magico No Peito -  Letra

Um dia tudo acaba
Sem perceberes porqu,
Num acorde de guitarra
Vs o mundo
Mas ningum te v.
As sombras
Que falam,
Te ouvem
E dizem:
Eu sou a noite.
Ento sentes o frio
Duma qualquer cidade aberta,
Sabes que as ruas esto contigo,
S o teu corpo est em parte incerta.
O vento
Que gritas,
Mais alto
Que o nome,
Que o medo de ti...
Desenhos,
Desejos,
Nos lbios,
No sangue
Duma parede qualquer.
E sobre a mesa um mar fechado,
Uma aguarela feita de luz,
Um passado nunca acabado,
E um beijo que algum deps.
Palavras,
Tradas,
Que fogem
E dizem:
No me deixes nunca.
Aqui o tempo no tempo,
s um cho que ningum pisou,
Trazes um louco no pensamento
E um Vero que se eternizou..
Estradas
Que soltas
Dos olhos,
Dos mundos
Que trazes em ti...
Desenhos,
Desejos,
Nos lbios,
No sangue
Duma parede qualquer.
H um mgico
Que no cabe nas tuas mos,
Tr-lo no peito
Com a fora do trovo.
E cada passo
mais distante do que o que vs,
Talvez bastante, Talvez discreto Para mostrar quem tu é Magico

Pedro Abrunhosa




quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Eu E Tu Somos Iguais - Pedro Abrunhosa



Eu E Tu Somos Iguais  (Letra)

Saiu pela noite
Pelas ruas do Porto
Procurando os seus olhos
Num copo já morto
Perdeu-se na vida
Encontrou-a na Foz
Entre o Molhe e a Avenida
Há tanta gente a sós
E eu e tu somos iguais
Esconderam palavras
Por trás das palavras
Disseram amor
Sem se perceberem
Dançaram na estrada
No asfalto dos loucos
Entre o céu e o nada
Foram morrendo aos poucos
E eu e tu somos iguais
E pediram-se um beijo
Uma mão que os agarre
Parados no tempo
Para que o tempo não pare
E eu e tu somos iguais
E quando perceberam
Que a noite era só deles
Mataram desejos
E rolaram beijos
Colados ao corpo
Perdidos no chão
Então os dois foram um
E o tempo nenhum
Para o que tinham para se dar
Põe o teu corpo no meu
Deixa a noite acabar
Então de um fez-se dois
E o tempo depois
Foi tão pouco para viver
Põe o teu corpo no meu
Sente o meu a amanhecer
Hei, hei, hei
Eu e tu somos iguais
(4X)
Enrolou um cigarro
Que fumaram a dois
Revivendo o prazer
Que viria depois
Beberam olhares
Lugares de veneno
Nas paredes do quarto
O mundo é tão pequeno
E eu e tu somos iguais
Partiram no carro
A voar na cidade
Encantados nas luzes
Despistando a vontade
Deram-se as mãos
E os corpos também
A 200 à hora
Não os vai vencer ninguém
E eu e tu somos iguais
E pararam o mundo
Numa rua qualquer
Num abraço sereno
Sem ninguém perceber
E eu e tu somos iguais
E quando perceberam
Que a noite era só deles
Mataram desejos
E rolaram beijos
Colados ao corpo
Perdidos no chão
Então os dois foram um
E o tempo nenhum
Para o que tinham para se dar
Põe o teu corpo no meu
Deixa a noite acabar
Então de um fez-se dois
E o tempo depois
Foi tão pouco para viver
Põe o teu corpo no meu
Sente o meu a amanhecer
Hei, hei, hei
Eu e tu somos iguais
(3X)
Hei, hei, hei
(6X)


Pedro Abrunhosa


terça-feira, 28 de agosto de 2012

Se Houver um Anjo da Guarda




Se Houver um Anjo da Guarda -  Letra

Um homem contou-me
Que da montanha
Se toca o céu
Que se encontrou ao subi-la
Mas ao desce-la
Se perdeu
Viu rastos de cobra
E pegadas de leão
“Esta vida não sobra
Quando se olha só para o chão!”
E tentou fugir do trilho
Beijou o tempo como a um filho
Acordou numa alvorada
Já sem nada pr’a esconder
E então falou assim:
“Se houver
Um Anjo da Guarda
Que me abrace
E se guarde dentro de mim
É tão só estar só no fim”
Outro homem contou-me
Que da cidade
Se vê o mundo
Que é tão doce o desejo
Que nenhum beijo
É profundo
Viu escadas de ouro
E telhados de rubi
Pensou que o maior tesouro
É cada qual saber de si
E tentou fugir da sombra
Dizer à luz que não se esconda
Correu as ruas, uma a uma
Já sem nada pra perder
E então gritou assim:
“Se houver
Um Anjo da Guarda
Que me abrace
E se guarde dentro de mim
É tão só estar só no fim”
Porque é tão só estar só no fim


Pedro Abrunhosa




terça-feira, 17 de julho de 2012

Agarra-me Esta Noite




Agarra-me Esta Noite - (Letra)

Artista: Pedro Abrunhosa
Música: Agarra-me Esta Noite
Onde estiveres, eu estou
Onde tu fores, eu vou
Se tu quiseres assim
Meu corpo é o teu mundo
E um beijo um segundo
És parte de mim
Para onde olhares, eu corro
Se me faltares, eu morro
Quando vieres, distante
Soltam-se amarras
E tocam guitarras
Por ti, como dantes
Agarra-me esta noite
Sente o tempo que eu perdi
Agarra-me esta noite
Que amanhã não estou aqui
(2X)

Pedro Abrunhosa


Deixas em mim Tanto de ti




Deixas em mim Tanto de ti -  (Letra)

A noite não tem braços
Que te impeçam de partir
Nas sombras do meu quarto
Há mil sonhos por cumprir
Não sei quanto tempo fomos
Nem sei o que trago em mim
Sei do vento onde te invento
assim
Não sei se é a luz da manhã
Nem sei o que resta em nós
Sei das ruas que corremos sós
Porque tu
Deixas em mim
Tanto de ti
Matam-me os dias
As mãos vazias de ti
A estrada ainda longa
Cem quilómetros de chão
Quando a espera não tem fim
Há distancias sem perdão
Não sei quanto tempo fomos
Nem sei o que trago em mim
Sei do vento onde te invento
assim
Não sei se é a luz da manhã
Nem sei o que resta em nós
Sei das ruas que corremos sós
Porque tu
Deixas em mim
Tanto de ti
Matam-me os dias
As mãos vazias de ti
Navegas escondida
Perdes nas mãos o meu corpo
Beijas-me um sopro de vida
Como um barco abraça o porto
Porque tu
Deixas em mim
Tanto de ti
Matam-me os dias
As mãos vazias de ti
(2X)


Pedro Abrunhosa

É Preciso Ter Calma




É Preciso Ter Calma -  (Letra)

Amor, essa palavra que me mata
me corta (como uma faca)
me deixa no chão, como um cão
nu sem sossego, como o prazer que te nego.
Dor, cativa, privada,
bruma que te cobre o corpo de fada,
sonho, distante na mente
e de repente, saber que se esta só.
É duro, é puro o futuro,
sempre presente como o céu na tua frente
pintado, queimado, vazio assumido
um corpo triste despido
e uma mão que se estende,
depende de quem vier
e é mesmo assim que se quer.
Longe ou perto,
tudo é deserto
Tudo é montanha que te arranha a alma
com fúria, com calma
É preciso ter calma
Não dar o corpo pela alma
Vês o passado dorido, ferido,
agora tudo te é querido.
Memória, vitória, não é esta a tua história.
Voou a tua vida, perdida,
por entre os braços da SIDA.
Mentira, roubada, pesada,
uma seringa trocada, um prazer que agora é nada.
Perdoa se não sei que fazer,
Mas sei que deve doer,
dá-me o teu olhar e eu dou-te o meu amor,
e o beijo urgente, premente,
esperança que não dorme, conforme,
e dita o eu estar aqui.
Amanhã, sei lá, para já o som da guitarra
que me agarra, me prende, me solta,
e a ti dá-te a volta, ao sorriso,
tem calma...
Refrao
Juízo, não tenho medo, não temo
só tremo de pensar...
mas não penso, e tenso te faço viajar
com a voz.
Lembro Novembro passado
quando os dias eram curtos
e as noites de fado,
rasgado, cantado, sentido.
No Deus que criamos
aprendemos a viver, de cor,
meu amor,
e agora é hora,
tudo fica por fazer,
quero-te dizer mais uma vez
que te amo, talvez, te quero,
te espero e desespero por ti,
e que isso só por si
me chega pra viver,
mesmo quando só houver...
silêncio...
imenso,
e dor, e pior, meu amor,
a lembranca que descansa
os olhos teus nos meus...
Adeus.
Refrao (2X)
É preciso ter calma.

Pedro Abrunhosa


Dá Me Tudo O Que Tens Para Me Dar




Dá Me Tudo O Que Tens Para Me Dar - (Letra)

Da-me tudo o que tens para me dar
que eu quero ir-me embora
Sem nada para te deixar
Vai-te foder, tu não estas a perceber
Que esta tudo acabado, estou farto do teu fado
Vou levar o teu retrato
Queimar o guarda-fato
Que eu quero é ter tempo para perder
Vou ver televisão
E talvez cuspir no chão
Tomar banho de ano a ano
E amar, só por engano
Sai-me da frente, ou de repente
Ainda vou desatinar.
Não quero estar contigo, nem ser o teu amigo
Onde tu estas é sempre o pior lugar.
Vou ser como o vampiro, vender-me por um suspiro,
Ter o poder de ser eu a escolher.
Vou deitar-me de manha,
Passear-me no ecrã,
À noite vou ser rei, e tu para mim já és ninguém.
Da-me tudo o que tens para me dar
(4X)

Pedro Abrunhosa

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Eu Não Sei Quem Te Perdeu




Eu Não Sei Quem Te Perdeu - (Letra)

 
Quando veio,
Mostrou-me as mãos vazias,
As mãos como os meus dias,
Tão leves e banais.
E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
"Não partas nunca mais".
E dançou,
Rodou no chão molhado,
Num beijo apertado
De barco contra o cais.
E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu.
Abraçou-me
Como se abraça o tempo,
A vida num momento
Em gestos nunca iguais.
E parou,
Cantou contra o meu peito,
Num beijo imperfeito
Roubado nos umbrais.
E partiu,
Sem me dizer o nome,
Levando-me o perfume
De tantas noites mais.
E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu.

Pedro Abrunhosa


A Cada Não Que Dizes




A Cada Não Que Dizes -  (Letra)
Lento
Eu vi morrer o tempo
Morto por fora e por dentro
Como um pai enganado
Um filho roubado
Uma mão de soldado, um pecado
Um cálice, um príncipe
E num salto de lince
Um fim que está perto
Um quarto deserto
Dois tiros no escuro, um peito feito no muro
E o rosto já frio, o som da morte no cio
O passo a compasso
Das botas cardadas
Espadas à espera
O gume, o lume da fera
E ninguém percebeu que o mundo inteiro sou eu
Longe
Um mar que se rasga e me foge
Uma dor que, por mais que se aloje, não vale o aço da bala
Coração que me embala, que estala que empala no medo
Um dédalo, um dedo
Um gatilho já preso
Um rastilho aceso, um fogo às cores pelo céu
Desenhos loucos no breu
Pintura pura a canhão
Talvez vinte homens não cheguem
Talvez aqueles me levem
Talvez os outros se lembrem
Que são homens como os que fogem
E nenhum Deus é maior
Num ódio feito de dor
E ninguém reparou que o mundo inteiro parou
A cada não que dizes
Abre-se um lugar no céu
(2X)
Fracos
Como farrapos na cama
Orgulho feito de lama, e o verbo ser a partir
Palavras presas na alma, ruas de vento e vivalma
Um límpido tiro, um suspenso suspiro
Pietá nas notícias
Gravatas impunes negando as sevícias
Vozes de ferro, de fogo, de fome, de fuga, de facas
E as rugas pobres, já fracas
Um poço morto de sede
Grafftis numa parede
E ninguém percebeu, que o mundo inteiro sou eu
Outros
Loucos, perdidos, sentidos certeiros
Crianças feitas guerreiros
A quem foi roubado o perdão
Dois braços cheios de pão
Na palma, na palma da mão
Um fósforo fátuo
Nos jornais o retrato
De um estilhaço, um abraço
Um pedaço de espaço
De uma pátria sem chão
Uma pétala pródiga, um remorso confesso
Talvez a dor no regresso
Talvez um dia o inverso
Mas isso já eu não peço
O mundo inteiro a fugir
O mundo inteiro a pedir
Que se oiça alto o teu Não
A cada não que dizes
Abre-se um lugar no céu
(3X)
Outros, Fracos, Longe, Lento, Não

Pedro Abrunhosa

Tudo O Que Eu Te Dou




Tudo O Que Eu Te Dou - (Letra)
Eu não sei, que mais posso ser
um dia rei, outro dia sem comer
por vezes forte, coragem de leão
as vezes fraco assim é o coração
eu não sei, que mais te posso dar
um dia jóias noutro dia o luar
gritos de dor, gritos de prazer
que um homem também chora
quando assim tem de ser
Foram tantas as noites
sem dormir
tantos quartos de hotel
amar e partir
promessas perdidas
escritas no ar
e logo ali eu sei...
Tudo o que eu te dou
tu me dás a mim
tudo o que eu sonhei
tu serás assim
tudo o que eu te dou
tu me dás a mim
tudo o que eu te dou
Sentado na poltrona, beijas-me a pele morena
fazes aqueles truques que, aprendes-te no cinema
pego-te eu, já me sinto a viajar
para, recomeça, faz-me acreditar
Não dizes tu, e o teu olhar mentiu
enrolados pelo chão no abraço que se viu
é madrugada ou é alucinação
estrelas de mil cores extasy ou paixão
hum, esse odor, traz tanta saudade
mata-me de amor ou da-me liberdade
deixa-me voar, cantar, adormecer

Pedro Abrunhosa

Fazer o Que Ainda Não Foi Feito




Fazer o Que Ainda Não Foi Feito -  (Letra)
Sei que me vês
Quando os teus olhos me ignoram
Quando por dentro eu sei que choram
Sabes de mim
Eu sou aquele que se esconde
Sabe de ti, sem saber onde
Vamos fazer o que ainda não foi feito
Trago-te em mim
Mesmo que chova no verão
Queres dizer sim, mas dizes não
Vamos fazer o que ainda não foi feito
E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto pra contar
Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais
E eu sei que dói
Sei como foi andares tão só por essa rua
As vozes que te chamam e tu na tua
Esse teu corpo é o teu porto, é o teu jeito
Vamos fazer o que ainda não foi feito
Sabes quem sou, para onde vou
A vida é curva, não uma linha
As portas que se fecham e eu na minha
A tua sombra é o lugar onde me deito
Vamos fazer o que ainda não foi feito
E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto pra contar
Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais
Tens uma estrada
Tenho uma mão cheia de nada
Somos um todo imperfeito
Tu és inteira e eu desfeito
Vamos fazer o que ainda não foi feito
E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto pra contar
Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais
Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais
Porque amanhã é sempre tarde demais
Porque amanhã é sempre tarde demais
Porque amanhã é sempre tarde demais

Pedro Abrunhosa


Momento




Momento -  (Letra) 
Uma espécie de céu
Um pedaço de mar
Uma mão que doeu
Um dia devagar
Um Domingo perfeito
Uma toalha no chão
Um caminho cansado
Um traço de avião
Uma sombra sozinha
Uma luz inquieta
Um desvio na rua
Uma voz de poeta
Uma garrafa vazia
Um cinzeiro apagado
Um hotel na esquina
Um sono acordado
Um secreto adeus
Um café a fechar
Um aviso na porta
Um bilhete no ar
Uma praça aberta
Uma rua perdida
Uma noite encantada
Para o resto da vida
Pedes-me um momento
Agarras as palavras
Escondes-te no tempo
Porque o tempo tem asas
Levas a cidade
Solta me o cabelo
Perdes-te comigo
Porque o mundo é o momento
Uma estrada infinita
Um anuncio discreto
Uma curva fechada
Um poema deserto
Uma cidade distante
Um vestido molhado
Uma chuva divina
Um desejo apertado
Uma noite esquecida
Uma praia qualquer
Um suspiro escondido
Numa pele de mulher
Um encontro em segredo
Uma duna ancorada
Dois corpos despidos
Abraçados no nada
Uma estrela cadente
Um olhar que se afasta
Um choro escondido
Quando um beijo não basta
Um semáforo aberto
Um adeus para sempre
Uma ferida que dói
Não por fora, por dentro

Pedro Abrunhosa



Beijo




Beijo - (Letra)

Não posso deixar que te leve
O castigo da ausência,
Vou ficar a esperar
E vais ver-me lutar
Para que esse mar não nos vença.
Não posso pensar que esta noite
Adormeço sozinho,
Vou ficar a escrever,
E talvez vá vencer
O teu longo caminho.
Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.
Leva os meus braços,
Esconde-te em mim,
Que a dor do silêncio
Contigo eu venço
Num beijo assim.
Não posso deixar de sentir-te
Na memória das mãos,
Vou ficar a despir-te,
E talvez ouça rir-te
Nas paredes, no chão.
Não posso mentir que as lágrimas
São saudades do beijo,
Vou ficar mais despido
Que um corpo vencido,
Perdido em desejo.
Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.

Pedro Abrunhosa




sexta-feira, 11 de maio de 2012

Rei do Bairro Alto - Pedro Abrunhosa




Fonte YouTube

Rei do Bairro Alto - (Letra)


Vou de costas mas vou indo,
Onde há quem desça eu vou subindo,
O meu casaco de pele,
O meu Porsche vermelho,
Se eu puxar de papel
Já não me sinto tão velho.
Hum, estou bem!
Se os outros vão eu vou também,
Gosto que me vejam
O decote em janela,
Aprendi esta pose,
Já tenho um pé na novela.
Olha bem pr’a mim,
Já viste alguém assim?
Não há ninguém tão bom
E nada me vai deter,
Vou dar o salto,
Vou ser o Rei do Bairro Alto!
Vou dar o salto,
Vou ser o Rei do Bairro Alto!
Entro de lado no Porto inteiro,
Conheço o dono e o porteiro.
Tenho um vestido de malha,
E um olhar que não falha,
Vi na revista do cabeleireiro.
Hum, vou a pé!
Levo a guitarra e o djambé,
Se há coisa que me oprime
É não ter um Moleskine,
Filosofia de rodapé.
Olha bem pr’a mim,
Já viste alguém assim?
Não há ninguém tão bom
E nada me vai deter,
Vou dar o salto,
Vou ser o Rei do Bairro Alto!
Vou dar o salto,
Vou ser o Rei do Bairro Alto!

Ah, espelho meu!
Eu na terra e o sol no céu,
Vou dormir ao som da fama,
Este país é por mim que chama.
Vou dar o salto,
Vou ser o Rei do Bairro Alto!
Vou dar o salto,
Vou ser o Rei do Bairro Alto!

Pedro Abrunhosa


Não Desistas De Mim - Pedro Abrunhosa




Fonte: YouTube ( Enviado em 21/07/2010 - 'Pedro Abrunhosa & Comité Caviar')

Não Desistas De Mim -  (Letra)

A porta fechou-se contigo
Levaste na noite o meu chão
E agora neste quarto vazio
Não sei que outras sombras virão
E alguém ao menos me diz
Há um perfume que ficou na escada
E na TV o teu canal está aberto
Desenhos de corpos na cama fechada
São um mapa de um passado deserto
Eu sei que houve um tempo em que tu e eu
Fomos dois pássaros loucos
Voamos pelas ruas que fizemos céu
Somos a pele um do outro
Não desistas de mim
Não te percas agora
Não desistas de mim
A noite ainda demora
Ainda sei de cor o teu ventre
E o vestido rasgado de encanto
A luz da manha e o teu corpo por dentro
E a pele na pele de quem se quer tanto
Não tenho mais segredos
Escondi-me nos teus dedos
Somos metades iguais
Mas hoje, só hoje
Leva-me para onde vais
Que eu quero dizer-te
Não desistas de mim
Não te percas agora
Não desistas de mim
A noite ainda demora
E não desistas de mim
Não te percas agora

Pedro Abrunhosa


Vamos fazer o que ainda não foi feito - Pedro Abrunhosa



Vamos fazer o que ainda não foi feito -  (Letra)
Sei que me vês,
Quando os teus olhos me ignoram
Quando por dentro eu sei que choram
Sabes de mim
Eu sou aquele que se esconde
Sabe de ti sem saber onde
Vamos fazer o que ainda não foi feito.
Trago-te em mim
Mesmo que chova no verão
Queres dizer sim mas dizes não
Vamos fazer o que ainda não foi feito.
(refrão)
E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro,
E temos tanto para contar.
Vem esta noite,
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora,
Porque amanhã é sempre tarde de mais.
Eu sei que dói,
Sei como foi andares tão só por essa rua
As vozes que te chamam e tu na tua
Esse teu corpo é o teu porto é o teu jeito
Vamos fazer o que ainda não foi feito.
Sabes quem sou
Para onde vou
A vida é curva não uma linha
As portas que se fecham e eu na minha
A tua sombra é o lugar onde me deito
(refrão)
Tens uma estrada,
Tenho uma mão cheia de nada.
Somos um todo imperfeito,
Tu és inteira e eu desfeito.
Vamos fazer o que ainda não foi feito.
(refrão)

 Pedro Abrunhosa