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domingo, 9 de setembro de 2012

Tatuagens




Tatuagens - Letra

Em cada gesto perdido
Tu és igual a mim
Em cada ferida que sara
Escondida do mundo
Eu sou igual a ti
Fazes pinturas de guerra
Que eu não sei apagar
Pintas o sol da cor da terra
E a lua da cor do mar
Em cada grito da alma
Eu sou igual a ti
De cada vez que um olhar
Te alucina e te prende
Tu és igual a mim
Fazes pinturas de sonhos
Pintas o sol na minha mão
E és mistura de vento e lama
Entre os luares perdidos no chão
Em cada noite sem rumo
Tu és igual a mim
De cada vez que procuro
Preciso um abrigo
Eu sou igual a ti
Faço pinturas de guerra
Que eu não sei apagar
E pinto a lua da cor da terra
E o sol da cor do mar
Em cada grito afundado
Eu sou igual a ti
De cada vez que a tremura
Desata o desejo
Tu és igual a mim
Faço pinturas de sonhos
E pinto a lua na tua mão
Misturo o vento e a lama
Piso os luares perdidos no chão

Mafalda Veiga





sábado, 8 de setembro de 2012

Pássaros Do Sul




Pássaros Do Sul -  Letra

 
O bando debandou
subindo do arvoredo
do vácuo que ficou
no fim do seu degredo
as asas abrem chagas
no acinzar do entardecer
e amansam a agonia
do dia a escurecer
ensombram a ribeira
e o verde da seara
e passam pela eira
em que o sol se pousara
nas gotas do orvalho
luarento e vacilante
refrescam o cansaço
e dormem um instante
Pássaros do sul
bando de asas soltas
trazem melodias
p'ra cantar às moças
em noites de romaria
em noites de romaria
no adejo da alvorada
oscila a minha mágoa
o céu à desgarrada
irrompe azul na água
e a passarada acorda
no sonhar de um camponês
e entrega-se no sul
do frio que à noite fez
é tempo da partida
e a cor no horizonte
adensa a despedida
e o borbotar da fonte
as asas abrem chagas
na poeira o sol acalma
num agitar inquieto
que me refresca a alma
pássaros do sul
bando de asas soltas
trazem melodias
pra cantar às moças
em noites de romaria
em noites de romaria

Mafalda Veiga


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Planície




Planície -  Letra


O bando debandou
subindo do arvoredo
do vácuo que ficou
no fim do seu degredo
as asas abrem chagas
no acinzar do entardecer
e amansam a agonia
do dia a escurecer
ensombram a ribeira
e o verde da seara
e passam pela eira
em que o sol se pousara
nas gotas do orvalho
luarento e vacilante
refrescam o cansaço
e dormem um instante
Pássaros do sul
bando de asas soltas
trazem melodias
p'ra cantar às moças
em noites de romaria
em noites de romaria
no adejo da alvorada
oscila a minha mágoa
o céu à desgarrada
irrompe azul na água
e a passarada acorda
no sonhar de um camponês
e entrega-se no sul
do frio que à noite fez
é tempo da partida
e a cor no horizonte
adensa a despedida
e o borbotar da fonte
as asas abrem chagas
na poeira o sol acalma
num agitar inquieto
que me refresca a alma
pássaros do sul
bando de asas soltas
trazem melodias
pra cantar às moças
em noites de romaria
em noites de romaria

Mafalda Veiga




quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Ouve-se O Mar




Ouve-se O Mar -  Letra

Agora
Que a chuva cai devagar
Lá fora
E a noite vem devorar
O sol
E tudo fica em silêncio
Na rua
E ao fundo
Ouve-se o mar
Ouve-se o mar
Agora
Talvez te possas perder
Devora
O que a saudade te der
A vida
Leva pra longe pedaços
Do tempo
Deixa o sabor de um regaço
E ao fundo
Ouve-se o mar
Ouve-se o mar
Agora
Que a água inunda os teus olhos
E o mundo
Já não te deixa parar
No escuro
Voltam as histórias perdidas
Na alma
Onde não podes tocar
E ao fundo
Ouve-se o mar
Ouve-se o mar

Mafalda Veiga



quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Outro Dia Amanhece




Outro Dia Amanhece -  Letra

São braços, abraços estreitos
Gente que vai e que vem
Gente parada a ver passar
São as imagens das viagens
De quem foi pra muito longe
De quem só sonhou um dia lá chegar
São navegantes em terra
Com a alma a velejar
São os soldados sem guerra
Que atiram contra fantasmas
Que não podem alcançar
Que não vão poder matar
Nas ruas ficam as marcas
Da coragem e do medo
Nas sombras da madrugada
Há quem fuja ao seu degredo
E grite a negro nas paredes
São braços, abraços estreitos
Que se dão ou que se vendem
Nos atalhos da má sorte
É a vida a contorcer-se
Ao sabor da multidão
É a falta de coragem
Que mata mais do que a morte
Mata antes de se morrer
São navegantes rio acima
Rua abaixo sem um norte
É gente de pouca idade
Que aprendeu cedo a saudade
Do amor e de outra sorte
Nas ruas ficam as marcas
Do que alegra ou entristece
O grito de quem se cala
Quando outro dia amanhece
Outro dia que amanhece nas ruas

Mafalda Veiga



Outra Margem De Mim




Outra Margem De Mim -  Letra


É muito tempo a desejar o tempo
De mudar ventos, levantar marés
É muita vida a desejar o alento
Que faz saber ao certo quem és
É funda a toca onde te escondes tanto
Tem a distância entre o silêncio e a voz
A vida rasga bocadinhos gastos do mundo
Vai descascando até chegar a nós
A tu que sabes tanto de mim
Tu que sentes quem eu sou
Dá-me o teu corpo como ponte que me salva
Do que o medo fechou
São muitos dias a perder em vão
Sem nunca entrar dentro de um labirinto
É muita vida a não ser o que tu sentes
A planar sobre o que eu sinto
É quase noite, não te escondas mais
Vai desatando até entrar o ar
Dá-me um gesto que me diga o teu fundo
Uma palavra para te tocar
Tu que sabes tanto de mim
Tu que sentes quem eu sou
Dá-me o teu corpo como ponte que me salve
Do que o medo fechou
Tu que sabes tanto do sol
E és uma de outra margem de mim
Olha-me dentro como chão que me agarre
Pode ser esta noite quente
A estrada aberta mesmo à nossa frernte
A tu e eu a descobrir o ar
Não é preciso correr
Não é urgente chegar
O que é preciso é viver

Mafalda Veiga







segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O Dia Mais Longo




O Dia Mais Longo -  Letra


Hoje é o dia de todos os dias
Hoje é o dia mais longo das nossas vidas
Põe o teu corpo, bem junto do meu
Uma voz escondida disse eu, sou eu
Cuida de mim, traz-me aconchego, tenho frio
Quero sair, leva-me p´ra um lugar, que nunca ninguém
viu
Depois será tarde, p´ra sempre mais tarde
Ontem já não conta, já está esquecido
Pedes-me o céu, respiro o teu ar
Desejas meu beijo, faz-me voar
faz-me voar, faz-me voar
Depois já cansados, parecemos ausentes
Dividimos sonhos, seremos diferentes
Na cidade fantasma libertamos correntes
Podemos morrer de pé e de frente

Mafalda Veiga




domingo, 2 de setembro de 2012

Morrer Para Ser Preciso




Morrer Para Ser Preciso -  Letra

Ninguém disse que os dias eram nossos
Ninguém prometeu nada.
Fui eu que julgei que podia arrancar sempre
Mais uma madrugada.
Ninguém disse que o riso nos pertence
Ninguém prometeu nada.
Fui eu que julgei que podia arrancar sempre
Mais uma gargalhada.
E deixar me devorar pelos sentidos,
e rasgar-me do mais fundo que ha em mim
emaranhar-me no mundo, e morrer para ser preciso,
Nunca por chegar, ao fim.
Ninguém disse que os dias eram nossos
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julgei que podia arrancar sempre, mais uma madrugada.
E deixar-me devorar pelos sentidos,
E rasgar-me do mais fundo que ha em mim.
Emaranhar-me no mundo, e morrer por ser preciso,
Nunca por chegar ao fim.
E deixar-me devorar pelos sentidos,
e rasgar-me do mais fundo que ha em mim.
Emaranhar-me no mundo, e morrer por ser preciso,
nunca por chegar ao fim.
E deixar-me devorar pelos sentidos,
e rasgar-me do mais fundo que ha em mim.
Emaranhar-me no mundo, e morrer por ser preciso,
nunca por chegar ao fim.
E deixar-me devorar pelos sentidos,
e rasgar-me do mais fundo que ha em mim.
Emaranhar-me no mundo, e morrer por ser preciso,
nunca por chegar ao fim.

Mafalda Veiga

sábado, 1 de setembro de 2012

Lembra-te De Mim

   
 
Fonte: YouTube (Enviado em 16/03/2008 - Lado a Lado ao vivo Coliseu do Porto )



Lembra-te De Mim -  Letra

Entrei numa casa fria
De portadas entreabertas
Espretei a ver se te via
As ruas estavam desertas
Os amores já terminados
São ausência, fazem mal
Não me esqueço do recado
Nem de um gesto ocasional
Ao notares que estou mais velho
Passa por mim devagar
E se tu olhares ao espelho
Também tu irás notar
Lembra-te de mim (3X)
Os rostos p´ra quem os viu
Já não são como eram dantes
Percorro as margens de um rio
Há já séculos, há instantes
Vivo de vagas memórias
Onde te espero encontrar
São derrotas, são vitórias
Quero agora descansar

Mafalda Veiga


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Lado a Lado




Lado a Lado -  Letra

Há gente que espera de olhar vazio
Na chuva, no frio, encostada ao mundo
A quem nada espanta
Nenhum gesto
Nem raiva ou protesto
Nem que o sol se vá perdendo lá ao fundo
Há restos de amor e de solidão
Na pele, no chão, na rua inquieta
Os dias são iguais já sem saudade
Nem vontade
Aprendendo a não querer mais do que o que resta
E a sonhar de olhos abertos
Nas paragens, nos desertos
A esperar de olhos fechados
Sem imagens de outros lados
A sonhar de olhos abertos
Sem viagens e regressos
Outro dia lado a lado
Há gente nas ruas que adormece
Que se esquece enquanto a noite vem
É gente que aprendeu que nada urge
Nada surge
Porque os dias são viagens de ninguém
A sonhar de olhos abertos
Nas paragens, nos desertos
A esperar de olhos fechados
Sem imagens de outros lados
A sonhar de olhos abertos
Sem viagens e regressos
A esperar de olhos fechados
Outro dia lado a lado
Aprende-se a calar a dor
A tremura, o rubor
O que sobra de paixão
Aprende-se a conter o gesto
A raiva, o protesto
E há um dia em que a alma
Nos rebenta nas mãos

Mafalda Veiga



quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Hoje Vou Ficar




Hoje Vou Ficar -  Letra


Hoje Vou Ficar
Hoje eu vou ficar por aqui
Não esperes por mim
Eu já te dei
Mais do que eu sei
Eu já fui, já andei
Não esperes por mim
E tudo o que eu queria
Um tempo pra mim
Sabes bem que é inútil mudar
E o tempo faz parte de mim
Hoje vou ficar
Hoje quero ir
Ao fim desse olhar
Só para te sentir
Hoje parei e pensei outra vez
Não esperes por mim
Eu já mudei
Mais do que eu sei
Eu já fui, já andei
Não esperes por mim
E tudo que eu queria
Um tempo pra mim
Sabes bem que é inútil mudar
E o tempo faz parte de mim
Hoje vou ficar
Hoje quero ir
Ao fim desse olhar
Só para te sentir
(2X)

Mafalda Veiga



quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A Fantasia (tem Brilhos Como As Estrelas)




A Fantasia (tem Brilhos Como As Estrelas) - Letra

Vais pela rua
E finges que navegas
Desancorado até à alma
Percorres os mares do mundo
Hoje és um rei
E finges que te entregas
Ao vento e à tempestade
Como se fosses um vagabundo
À aventura, sente
A maresia e a madrugada
Corre, deixa te levar
Pelo vento quente
Que se cola ao teu corpo
E te embala sempre
Até quereres voltar
A fantasia
Tem brilhos como as estrelas
É morna e doce e apetece
Soltá-la a voar no mundo
Hoje és um rei
Na tua caravela
A navegar
Num sôpro de magia

Mafalda Veiga



terça-feira, 28 de agosto de 2012

Por Te Rever




Por Te Rever -  Letra

Quisera roubar-te essas palavras e morrer
Trazer-te assim até ao fim do que eu puder
E começar um dia mais eternamente
Por te rever, só
Pudesse eu guardar-te nos sentidos e na voz
E descobrir o que será de nós
E demorar um dia mais eternamente
Por te rever, só
Quisera a ternura, calmaria azul do mar
O riso o amor o gosto a sal o sol do olhar
E um lugar pra me espraiar eternamente
Por te rever, só
Pudesse eu ser tempo a respirar no teu abraço
Adormecer e abandonar-me de cansaço
Quisera assim perder-me em mim eternamente
Por te rever, só

Mafalda Veiga


terça-feira, 17 de julho de 2012

Era uma vez um pensamento teu






Fonte: YouTube ( Enviado em 02/11/2011 - Mafalda Veiga com o tema "Pensamento teu" ao vivo no TOP+.)


Era uma vez um pensamento teu -  (Letra)


Era vez um pensamento teu
Quase podia ser segredo meu
E teu
Era quem sabe um tempo de inventar
Subir o teu corpo
Cair do teu sonho
E ficar em nós
Era uma vez um medo que voou
Que se fez asa, sopro, ar
Nunca mais voltou
E eu sem saber porquê fui atrás
E ainda o vi
Esconder-se de ti
Era talvez um tempo de te amar
Era talvez um tempo de sentir
Era uma vez um pensamento meu
Quase podia ser segredo teu
E meu
Era quem sabe um tempo de inventar
Subires o meu corpo
Caíres do meu sonho
E ficares em nós
Era uma vez um sonho que não sei
Que se fez asa, sopro, ar
Quase lhe toquei
E a pressentir porquê fui atrás
E ainda o vi
A esconder-se em mim
Era talvez um tempo pra te dar
Era talvez um tempo de te amar
O tempo que não foi tempo não passou
O sonho que se fez pele e se guardou
aqui ficou
Como se fosse sopro, asa, ar, escondeu-se em nós
E no teu olhar
Fica pra sempre um tempo de te amar
Fica pra sempre tanto do que sou



Mafalda Veiga

Balançar




Balançar - Mafalda Veiga (Letra)

Pedes-me um tempo
para balanço de vida
Mas eu sou de letras
não me sei dividir
Para mim um balanço
é mesmo balançar
balançar até dar balanço
e sair
Pedes-me um sonho
para fazer de chão
Mas eu desses não tenho
só dos de voar
Agarras a minha mão
com a tua mão
e prendes-me a dizer
que me estás a salvar
De quê?
De viver o perigo
De quê?
De rasgar o peito
Com o quê?
De morrer
mas de que paixão?
De quê?
Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde
e não ter
nem sentir
o vento ardente
a soprar o coração
Pedes o mundo
dentro das mãos fechadas
e o que cabe é pouco
mas é tudo o que tens
Esqueces que às vezes
quando falha o chão
o salto é sem rede
e tens de abrir as mãos
Pedes-me um sonho
para juntar os pedaços
mas nem tudo o que parte
se volta a colar
E agarras a minha mão
com a tua mão
e prendes-me e dizes-me para te salvar
De quê?
De viver o perigo
De quê?
De rasgar o peito
Com o quê?
De morrer
mas de que paixão?
De quê?
Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde
e não ter
nem sentir
o vento ardente
a soprar o coração

Mafalda Veiga


De Mão Em Mão




De Mão Em Mão - (Letra)

Se te sentires perdido numa noite assim
Em que estrelas se misturam pelo chao
Com o vento e a poeira
As lembranças e os cansaços
Que te fazem procurar...o teu olhar
Se te sentires perdido numa noite assim
A deriva pelo meio multidão
Sem saber qual e o caminho certo
E o momento de parar....e ouvir a voz do teu coracao
Pode ser que encontres no olhar de alguém
O teu mundo perdido
A cor do teu céu...
Uma chama que a lua faz dancar no escuro
Um desejo escondido...
E o que ficou...
Nos teus sentidos...
De alguma canção
Na rua um silencio colado a pele
A noite acende um mundo no teu peito...
E vais talvez mais dentro mais longe do que nunca
Para tentar tocar o fundo com as mãos
Pode ser que encontres no olhar de alguém
O teu mundo perdido a cor do teu céu...
Uma chama que a lua faz dancar no escuro
Um desejo escondido
E o que ficou...
Nos teus sentidos...
De alguma canção
Enquanto te confundes nos gestos loucos a multidão
Enquanto sopra o fogo distante e cresce de mão em mão
Pode ser que encontres no olhar de alguém
O teu mundo perdido a cor do teu céu
Uma chama que a lua faz dancar no escuro
Um desejo escondido
E o que ficou...
Nos teus sentidos...
Da alguma canção

Mafalda Veiga

Entre Achados E Perdidos




Entre Achados E Perdidos - (Letra)

Ao longe vê-se a ponte
O céu que muda
Entre o princípio e o fim
Ao fundo vê-se um monte
De casas velhas
De cor entre ocre e carmim
Eu espero no tempo
Algum sinal teu
Enquanto a saudade aperta
Agarro-me ao mundo
Recolho o que é meu
A ver se a vida se acerta
Naquilo que prometeu
Desenho no horizonte
Uma viagem
Que faço sem me mover
E passo sobre a ponte
Para outra margem
Onde pudesse perder
O peso dos dias
A dor do caminho
Que fica agarrada à pele
Se a vida voasse
Para além do destino
Como a cabeça nos voa
Numa folha de papel
A vida passa sempre
Tão apressada
Que pouco podes conter
Os dias são ausentes
Sabem a nada
Se te esqueceres de viver
Agarra o teu mundo
Acende os lugares
Onde se escondem os teus sentidos
E não tenhas medo
Se às vezes falhares
O que importa é o caminho
Que fica
Entre achados e perdidos

Mafalda Veiga


Fragilidade




Fragilidade - (Letra)

Talvez pudesse o tempo parar
Quando tudo em nós se precipita
Quando a vida nos desgarra os sentidos
E não espera, ai quem dera
Houvesse um canto para se ficar
Longe da guerra feroz que nos domina
Se o amor fosse como um lugar a salvo
Sem medos, sem fragilidade
Tão bom pudesse o tempo parar
E voltar-se a preencher o vazio
É tão duro aprender que na vida
Nada se repete, nada se promete
E é tudo tão fugaz e tão breve
Tão bom pudesse o tempo parar
E encharcar-me de azul e de longe
Acalmar a raiva aflita da vertigem
Sentir o teu braço e poder ficar
E é tudo tão fugaz e tão breve
Como os reflexos da lua no rio
Tudo aquilo que se agarra e já fugiu
É tudo tão fugaz e tão breve

Mafalda Veiga

Faz Parte




Faz Parte - (Letra)

Trazes a vida nos braços
Pousas o mundo no chão
Largue os medos na estrada
E desmontas cada peça
De que é feito o coração
Deixas lá fora o cansaço
Desarmas a solidão
Brindas sonhos ao relento
Como quem junta os pedaços
Entre a loucura e a razão
Faz parte ser um pouco perdido
Faz parte começar outra vez
Faz parte ir atrás dos sentidos
E voar a sentir o mundo na ponta dos pés
Guardas a vida nos braços
Pousas os dias no chão
Brinda sonhos ao relento
Como quem junta os pedaços
De quem é feito o coração
Trazes o tempo desfeito
No que procuras em ti
Se olhares no fundo do peito
Saberás quem és
Mesmo até ao fim
Faz parte ser um pouco perdido
Faz parte começar outra vez
Faz parte ir atrás dos sentidos
E voar a sentir o mundo na ponta dos pés
(3X)

Mafalda Veiga

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Um Pouco De Céu




Um Pouco De Céu -  (Letra)

Só hoje senti
que o rumo a seguir
levava pra longe
senti que este chão
já não tinha espaço
pra tudo o que foge
não sei o motivo pra ir
só sei que não posso ficar
não sei o que vem a seguir
mas quero procurar
E hoje deixei
de tentar erguer
os planos de sempre
aqueles que são
pra outro amanhã
que há-de ser diferente
Não quero levar o que dei
talvez nem sequer o que é meu
é que hoje parece bastar
um pouco de céu (4X)
Só hoje esperei
já sem desespero
que a noite caísse
nenhuma palavra
foi hoje diferente
do que já se disse
e há qualquer coisa a nascer
bem dentro no fundo de mim
e há uma força a vencer
qualquer outro fim
Não quero levar o que dei
talvez nem sequer o que é meu
é que hoje parece bastar
um pouco de céu (6X)

Mafalda Veiga