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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Os Maridos Das Outras




Os Maridos Das Outras - Letra
Toda a gente sabe que os homens são brutos
Que deixam camas por fazer
E coisas por dizer
Muito pouco astutos, muito pouco astutos

Toda a gente sabe que os homens são brutos
Toda a gente sabe que os homens são feios
Deixam conversas por acabar
E roupa por apanhar
Vêm com rodeios, vêm com rodeios
Toda a gente sabe que os homens são feios

Mas os maridos das outras não,
Porque os maridos das outras são
O arquétipo da perfeição
O pináculo da criação
Dóceis criaturas
De outra espécie qualquer
Que servem para fazer felizes
As amigas da mulher
Tudo o que os homens não
(Tudo o que os homens não)
Os maridos das outras são

Toda a gente sabe que os homens são lixo
Gostam de músicas que ninguém gosta
Nunca deixam a mesa posta
Abaixo de bicho, abaixo de bicho
Toda a gente sabe que os homens são lixo

Toda a gente sabe que os homens são animais
Que cheiram muito a vinho
E nunca sabem o caminho
Na na na na na, na na na na na
Toda a gente sabe que os homens são animais

Mas os maridos das outras não,
Porque os maridos das outras são
O arquétipo da perfeição
O pináculo da criação
Dóceis criaturas
De outra espécie qualquer
Que servem para fazer felizes
As amigas da mulher
Tudo o que os homens não
(Tudo o que os homens não)
Os maridos das outras são

Miguel Araújo






sábado, 8 de setembro de 2012

Autopsicodiagnose




Autopsicodiagnose - Letra

Autopsicodiagnose
 Miguel Araújo Jorge
Dói-me o baço, dói-me o braço
Tropeço e troco o passo
Faço o que posso e o que não posso
Meço, coço, peso e peço ao Padre-nosso
-Faço o que posso e o que não posso
Meço, coço, peso e peço ao Padre-nosso
Pesam-me as pernas, pesam-me penas
Patológicas obscenas
Faço o que sei e o que não sei:
Choro, rio, rezo, rogo em vãs novenas
-Faço o que sei e o que não sei:
Choro, rio, rezo, rogo em vãs novenas
Mas há uma azia que se me cresce
Que quando me aparece nada em mim se mexe:
É o medo que o meu médico deixe
Que eu deixe de ter de que me queixe
-Que eu deixe de ter de que me queixe
Ponho zelo, ponho gelo
Dói-me a pele e dói-me o pelo
Dói-me um cabelo e outro cabelo
A cruz, a cris, o calo e o cotovelo.
-Dói-me um cabelo e outro cabelo
A cruz, a cris, o calo, o cotovelo.
Ai Cristo, ai quisto,
Minha Nossa o que é que é isto?
Que é da crosta que era ali?
Que é do quisto que era ali?
Pelo que parece pereci
-Que é da crosta que era ali?
Que é do quisto que era ali?
Pelo que parece pereci
Mas há uma azia que se me cresce
Que quando me aparece nada em mim se mexe:
É o medo que o meu médico deixe
Que eu deixe de ter de que me queixe
-Que eu deixe de ter de que me queixe

 Miguel Araújo


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Sete Passos (Carolina)




Sete Passos (Carolina) - Letra

Sete passos levam Carolina
desta esquina até aquela
passos leves de menina
levam Carolina
e ela nunca dá por quem só dá por ela

Se o relógio da torre da estação
também for assim preciso
hoje já vem com demora
mas eu só acerto a hora
quando ela dobrar a esquina

e é tão triste a madrugada
quando não existe nada
a não ser a Carolina
e eu parado numa esquina
a contar os passos dela

e é tão linda a madrugada
é tão triste a madrugada

e eu que não sou muito de sonhar
ás vezes lá me atrevo
e uma moça na janela
sabe quantos passo leva
desta esquina até aquela

e é tão triste a madrugada
quando não existe nada
a não ser a Carolina
e eu parado numa esquina 
a contar os passos dela

e é tão linda a madrugada
é tão triste a madrugada

Miguel Araújo